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Viagens com Especialistas
VIAGEM EM GRUPO
5 refeições«Em 1786, aquando das suas viagens por Itália, destino incontornável do Grand Tour europeu, Goethe descreveria da seguinte forma o seu confronto com a mítica Sistina: “Tenho de manter viva com algumas linhas a lembrança feliz e comunicar, ainda que retrospectivamente, a minha experiência. O tempo estava muito aprazível, um céu claro e o sol quente. Fui com Tischbein até à Praça de S. Pedro, onde começámos por ir passeando (…) Depois entrámos na Capela Sistina (…) O «Juízo Final» e as diversas pinturas do tecto, de Miguel Ângelo, mereceram a nossa atenção. Eu olhava e pasmava. A segurança interior e a virilidade do mestre, a sua grandeza, estão acima de toda a expressão”. Duzentos e vinte e dois anos após a morte do velho mestre, Goethe descrevia desta forma o fulgor e a «aura» que desta obra ainda emanava. Escassas décadas depois, em 1817, Stendhal, no seu périplo por Itália, sucumbiria igualmente face à beleza das obras que desfrutou. Feuerbach em 1856 e Rainer Maria Rilke em 1898, seguindo essa tradição longeva do Grand Tour, e euforia. A este fenómeno de arrebatamento face à contemplação de obras do manifestariam iguais sintomas de deslumbramento Renascimento italiano deu-se o nome de Síndrome de Stendhal. O olhar e o espanto com que Goethe descreve o seu confronto com os frescos da Sistina, ilustra precisamente este arroubo místico com que a obra do genial artista nos contempla. Contestatária e vanguardista, esta obra idealizada e edificada por Miguel Ângelo entre 1508 e 1541, anunciava já o fulgor e a ruptura que o maneirismo viria a instalar na sociedade Europeia quinhentista. Mas reduzir Miguel Ângelo a Roma e à Sistina, seria sacrificar o artista no altar do seu próprio génio. Miguel Ângelo nunca se assumiria inteiramente como pintor, será a escultura a sua primeira e eterna paixão e será Florença que manifestamente verá crescer essa vocação. É nessa cidade da sua infância e juventude, que afloram as memórias dos maravilhosos jardins dos Medici, onde o jovem, sob a égide de Lourenço o Magnifico, viria a confrontar-se com um mundo clássico que ressurgia após a longa e medieval noite. Uma só palavra parece conter toda a irrequietude de espírito com que Miguel Ângelo ilustraria visualmente a sua longa vida – Terribilità. Será esse vigor viril que Goethe descreve no seu diário – uma espécie de violência latente em oposição à morbidez pétrea das suas obras. Esse carácter rude fará de Miguel Ângelo um homem de confrontos, um poeta simultaneamente melancólico e colérico. Dele dirá o Papa Júlio II ser um Uomo Terribile, um espírito atormentado. Espírito celebrado e mitificado por Vasari, Miguel Ângelo irá prefigurar o futuro protótipo do artista romântico – espírito eterno e cambaleante entre o tormento da criação e a genialidade da ideia. De resto, será Vasari a mitificar a personagem, conferindo-lhe na biografia que estabelece nas suas famosas Vite um caracter quase divino: O Governante do Céu, misericordiosamente virou os olhos em direcção à terra, e testemunhando as presunçosas opiniões dos homens que estavam mais longe da verdade do que as sombras da luz, decidiu enviar à terra um espírito, que trabalhando sozinho, seria capaz de demonstrar em todas as artes e profissões o significado da perfeição. Nesta viagem iremos fundamentalmente procurar o homem por detrás do mito. Nesse sentido, faremos uma peregrinação integral pelos distintos ciclos da vida do mestre: desde a mítica cidade de Florença, onde cresceu física e artisticamente sob a égide dos Medici, e onde, de resto, se encontra sepultado; passando pela sua casa natal em Caprese, onde nasceu a 6 de Março de 1475; até Roma – cidade eterna onde viria a manifestar toda a genialidade de uma alma em permanente convulsão, e onde viria a falecer em 1564. Sucumbamos, pois, a esse maravilhoso Síndrome de Stendhal com a vida e obra do genial Miguel Ângelo.»
OUTRAS DATAS: 10 a 15 de outubro de 2026
Nota: Poderão existir pequenas diferenças entre os programas de cada uma das partidas. Consulte o programa detalhado na respetiva data.
PROGRAMA
( ↑ Clique em cada um dos separadores para ver a respetiva informação)
Comparência no aeroporto escolhido para embarque em voo regular com destino a Florença, via Lisboa. Chegada e continuação para o centro de Florença, onde se procederá a uma primeira contextualização histórica da cidade. À tarde, iniciaremos a nossa jornada Florentina com a visita ao icónico centro religioso da cidade. Na Piazza del Duomo, visitaremos a Catedral de Santa Maria del Fiore, berço de prodígios e tragédias que acompanharam a juventude de Miguel Ângelo. De seguida, iniciaremos a subida até à incontornável cúpula de Brunelleschi, onde a vista integral da cidade certamente fará esquecer a laboriosa subida. Teremos aí uma oportunidade única para contemplar Florença e decifrar as principais zonas de interesse. Terminaremos o dia com a visita ao Museu dell’Opera di Santa Maria del Fiore, onde teremos a oportunidade de contemplar a célebre Pietà de Florença de Miguel Ângelo, obra tardia esculpida por volta de 1550. Passeio livre no centro histórico da cidade. Jantar. Alojamento no Hotel Ambasciatori 4* ou similar.
Visita matinal à Galleria dell’ Accademia, fundada em 1784 pelo Grão-Duque da Toscana Pietro Leopoldo. A história deste museu ficaria determinantemente marcada pela transferência da Piazza della Signoria, em 1873, do célebre David de Miguel Ângelo, obra de 1501-1504. Para além desta obra axial do mestre, poderemos contemplar ainda a impressiva Pietà Palestrina, de 1550-1560 e a perturbadora Galleria dei Prigioni o Schiavi, onde se perfila o inacabado grupo escultórico que Miguel Ângelo esculpiu por volta de 1530 para o túmulo do Papa Júlio II. Oportunidade ainda para contemplar, para além do seu San Matteo, as restantes obras deste icónico museu. Após o almoço livre, breve passeio pela Via Ghibellina até à Casa Buonarroti, um dos mais extraordinários museus Florentinos. Oportunidade única para contemplar, para além das célebres Batalha dos Centauros e da Madonna della Scala, a genialidade da obra gráfica de Miguel Ângelo. A cerca de 200 metros da Casa Buonarroti localiza-se a Basilica di Santa Croce onde, além de visitarmos o monumento funerário de Miguel Ângelo, poderemos igualmente prestar homenagem a grandes vultos da história universal como Galileu, Dante Alighieri ou Maquiavel. De saída para o claustro, oportunidade para contemplar a Capela Pazzi, ícone arquitectónico da primeira metade do século XV da lavra de Filippo Brunelleschi. Regresso ao hotel. Jantar. Alojamento.
De manhã, visitaremos a Basílica de San Lorenzo, reformulada por Filippo Brunelleschi a partir de 1418 a mando da família Medici. No interior, oportunidade única para contemplar o Púlpito da Paixão de Donatello, a Anunciação de Filippo Lippi, assim como os Esponsais de Maria de Rosso Fiorentino. Visita ao vestíbulo da biblioteca Laurenziana, obra-prima da arquitectura ilusionista de Miguel Ângelo. Visitaremos ainda, na Sagrestia Nuova, uma das mais celebradas obras arquitectónicas e escultóricas de Miguel Ângelo e berço da Cappella Medici, onde jazem os míticos túmulos de Lourenço e Giuliano de Medici. Após o almoço livre, visitaremos o centro político e decisório da cidade de Florença, a Piazza della Signoria e o Palazzo Vechio. Centro de poder por excelência, a Signoria soube desde cedo cativar a atenção do jovem artista, estrela em ascensão em Roma e alvo de um crescente assédio. Neste contexto, Miguel Ângelo será cativado em 1504 a participar no célebre duelo artístico com Leonardo da Vinci, através da execução de duas pinturas celebrativas das batalhas de Anghiari e de Cascina. Este duelo inconsequente oporá duas visões artísticas distintas, o renascimento formal de Leonardo, ao maneirismo latente de Miguel Ângelo. Oportunidade ainda para contemplar os retratos póstumos de Leonardo e Miguel Ângelo no fresco de Giorgio Vasari Leone X elege il suo nuovo collegio cardinali, na Sala di Leone X. Regresso ao hotel. Jantar. Alojamento.
Logo de manhã, e antes de seguirmos viagem para Arezzo, faremos uma breve mas obrigatória paragem no Piazzale Michelangelo, espaço privilegiado de contemplação e despedida desta admirável cidade. Viagem até Arezzo, terra natal de ilustres vultos: Petrarca; Pietro Aretino; Poggio Bracciolini; Piero della Francesca; e Giorgio Vasari. Almoço livre em torno da Piazza Grande, no centro histórico de Arezzo. De tarde, visitaremos a Basilica di San Francesco, onde poderemos contemplar o prodigioso ciclo de frescos da capela Bacci, da autoria de Piero della Francesca, pintor e matemático, vulto incontornável da pintura cientificada do renascimento. Breve viagem até Caprese Michelangelo, terra natal de Miguel Ângelo. Aí visitaremos a casa onde nasceu, Casa del Podestà, assim como a igreja onde foi batizado. Oportunidade ainda para contemplar a beleza natural única de uma região de onde partem diversos afluentes do Tibre, e berço de uma riqueza florestal exemplar. Partida para Roma. Após uma viagem de cerca de 2 horas, chegada à cidade eterna. Jantar. Alojamento no Hotel Exe International Palace 4* ou similar.
Começaremos o nosso périplo por Roma Aeterna, cidade onde, segundo Winckelmann, se concentrava toda a beleza do mundo. Visita matinal ao Vaticano. Aí encontraremos o fulcro da actividade artística de Miguel Ângelo em três distintas e complementares actividades: pintura, escultura e arquitectura. Início do périplo pela massiva Basílica de São Pedro, apogeu distante da primitiva igreja fundada no século IV a.C., pelo imperador Constantino. Será no pontificado de Giuliano della Rovere, o papa Júlio II, que a primitiva edificação será demolida para dar lugar ao grandioso projecto entregue em 1506 ao arquitecto Donato Bramante. A complexidade da obra irá finalmente envolver Miguel Ângelo, a quem o Papa Paulo III irá confiar os trabalhos, no ano de 1547. Já no interior, oportunidade para contemplar para além de todo o esplendor da obra de Bernini, a impressiva Pietà de Miguel Ângelo, que a par do David, constitui uma das obras mais icónicas do Mestre. Subida à Cupola di San Pietro, obra arquitectónica de Miguel Ângelo, de cuja traça nasceria o projecto actual, e cujo tambor ficaria concluído no ano da sua morte, em 1564. Giacomo della Porta terminará posteriormente esta grandiosa obra com base nos traçados e nas maquetes do mestre. Do alto poderemos contemplar ainda uma vista única da cidade eterna. De tarde, visita aos Museus do Vaticano (aquisição dos bilhetes sujeita às normas e disponibilidade dos monumentos)**, iniciativa do incontornável papa Júlio II, que no seu pontificado mandaria ornamentar de estátuas o Cortile do Palácio do Belvedere. Num impressivo percurso que nos conduzirá através de intemporais ícones da arte: caso da Transfiguração de Rafael; do São Jerónimo de Leonardo; do Laocoonte; e do Apolo Belvedere – chegaremos finalmente às famosas Stanze de Rafael, onde a magnificência da célebre Escola de Atenas exigirá uma reflexão profunda. Nessa obra, Rafael imortalizará alguns dos grandes vultos contemporâneos, estabelecendo um vínculo entre a Antiguidade e o presente: Donato Bramante no papel de Euclides; Leonardo como Platão; Miguel Ângelo como o obscuro Heráclito. Seguimos em direcção ao clímax da visita com a aproximação à Capela Sistina. Obra contrária ao espírito escultórico e rebelde do mestre, a abóbada será relutantemente concluída entre 1508 e 1512, e o grande juízo Final entre 1535 e 1541. Sob esse impressionante dispositivo simbólico, faremos a interpretação possível de uma obra que já adivinha todo o fulgor do maneirismo. Jantar. Alojamento.
** A visita aos Museus do Vaticano e Capela Sistina estão sujeitas à disponibilidade de bilhetes.
Visita matinal à igreja de San Pietro in Vincoli, originalmente formulada no século V d.C, esta igreja viria a sofrer grandes reformas a pedido do Papa Júlio II, principal mecenas de Miguel Ângelo. Um dos aspectos mais relevantes nesta visita, prende-se precisamente com o projecto do mestre para a edificação do magnífico túmulo deste Papa, em cuja factura irá despender 50 longos anos. Do megalómano projecto original, abandonado precocemente, resta hoje o imponente Moisés ladeado por figurações simbólicas da vita activa e da vita contemplativa. Resto do dia livre. Em horário a definir, transfer ao aeroporto para embarque em voo com destino ao Porto, via Lisboa. Fim da viagem.
PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO:
• Partida outubro – Porto: 2.875€
• Partida outubro – Lisboa: 2.795€
• Partida março – Porto: 2.595€
• Partida março – Lisboa: 2.565€
SUPLEMENTO Quarto individual:
• Partida outubro: 650€
• Partida março: 450€
SINAL:
• Partida outubro: 870€
• Partida março: 800€
O PREÇO INCLUI:
• Assistência nas formalidades de embarque;
• Passagem aérea em classe económica Porto ou Lisboa / Florença e Roma / Porto ou Lisboa em voo regular TAP, com direito a uma peça de bagagem até 23 kg e respetivas taxas de aeroporto, segurança e combustível (Porto – 95€ // Lisboa – 65€):
Porto – Lisboa (duração aproximada 01h00)
Lisboa – Florença (duração aproximada 03h00)
Lisboa – Porto (duração aproximada 01h00)
• Circuito em autocarro de turismo;
• Alojamento e pequeno-almoço nos hotéis mencionados ou similares;
• Refeições mencionadas no programa (5 jantares);
• Acompanhamento por nosso Especialista durante todo o circuito, desde Florença e até Roma – Vasco Medeiros;
• Entrada na Catedral Santa Maria del Fiore, Cúpula de Brunelleschi, Museu dell’Opera di Santa Maria de Fiore, Galleria dell’Academia, Casa Buonarrotti, Basílica di Santa Croce com a Capela Pazzi, Basílica di San Lorenzo e Palazzo Vecchio em Florença, Basílica de San Francesco em Arezzo, Museus do Vaticano incluindo a Capela Sistina e Basílica de S. Pedro em Roma;
• Taxas de entrada nas cidades italianas;
• Taxas hoteleiras, serviços e IVA;
• Seguro Multiviagens PLUS.
O PREÇO EXCLUI:
• Bebidas às refeições;
• Opcionais, extras de caráter particular e tudo o que não estiver mencionado como incluído.
• Condições específicas de cancelamento por parte do viajante: Consulte aqui
• Condições gerais Pinto Lopes Viagens: Consulte aqui
• Informação relativa aos nossos Seguros de Viagem: Consulte aqui
• Programa elaborado a 15 de maio de 2026
*Chamada para a rede fixa nacional