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Viagens com Especialistas
VIAGEM EM GRUPO
7 refeiçõesAs fronteiras da província da Lusitânia, na Península Ibérica Romana ou Hispânia, são das mais estáveis e duradouras do espaço peninsular ao longo da vida do Império Romano. À chegada dos romanos, no século II a. C., parte daquela que seria a sua área estava ocupada pelos lusitanos, povo indígena da península, que muito dificultou a sua conquista. Foram os romanos, no entanto, inspirados nos lusitanos, quem deu o nome a este vasto território, a Lusitânia, que se terá constituído em província no século I a.C.. A província romana da Lusitânia está delimitada a Norte pelo rio Douro, a Oeste e ao Sul pelo Oceano Atlântico e, a Leste, parcialmente pelo rio Guadiana.
O nome dos Lusitanos começava assim a ficar para a História. Foi preciso chegar ao século XVI para que o humanista André de Resende escrevesse a sua obra De Antiquitatibus Lusitaniae, ou As Antiguidades da Lusitânia, em que faz recuar a História de Portugal à Lusitânia, uma ligação que perdura até hoje entre os Portugueses que se consideram herdeiros dos Lusitanos.
Nesta viagem, somos visitantes da Lusitânia, inspirados por um viajante muito especial desta província romana, o intrépido gaulês Astérix, cujas aventuras surgem no livro, Astérix na Lusitânia, publicado em outubro de 2025. Quem lê este livro constata imediatamente a relação que se estabelece entre a Lusitânia e Portugal, e entre os Lusitanos e os Portugueses. Algumas características próprias dos Portugueses surgem, de modo humorístico, neste Astérix na Lusitânia, no uso da interjeição, “Oh pá!” ou em sentimentos muito próprios de tristeza e de fatalidade visíveis no Fado.
Nesta viagem, visitaremos o coração da Lusitânia e suas marcantes cidades, entre Alter do Chão (Abelterium), Mérida (Emerita Augusta), Évora (Ebora) e Mértola (Myrtilis). Seguiremos as vias romanas entre o Porto (Cale), Lisboa (Felicitas Iulia Olisipo) e Mérida, passando pela ponte romana de Vila Formosa sobre a ribeira de Seda, no Alto Alentejo, mesmo quase a chegar a Alter do Chão. A cidade de Mérida, capital da província romana da Lusitânia, foi fundada pelos romanos no século I a. C. expressamente para acolher os “eméritos” soldados (ou soldados reformados) que se tinham distinguido nas árduas guerras de conquista na parte noroeste da Península Ibérica, as chamadas, “Guerras cantábricas.” Actualmente, conhecer Mérida é ter uma experiência muito próxima da vivência romana. De seguida, passaremos da capital da Lusitânia para visitar uma Villa romana, próxima de Beja, Pisões, detentora de mosaico e de estruturas bem conservadas de termas romanas. A viagem continuará com a visita à vila de Mértola, a romana Myrtilis, nas margens do rio Guadiana. Mértola é um hino à história e à arte, um espaço rodeado por museus e de belas paisagens naturais. Durante o Império Romano foi uma cidade palpitante de vida e agitação de gentes diversas e comércio, motivando a sua designação, pelo historiador Santiago Macías, de “o último porto do Mediterrâneo”. Finalmente, visita à cidade de Évora, ao seu templo romano procurando a presença de outros edifícios romanos na cidade, parcialmente visíveis ou já desaparecidos, mas que deixaram a sua impressão no espaço citadino.
Nesta viagem, chamar-se-á a atenção para a ocupação que os romanos fazem do espaço, como o organizam, como comunicam através de estradas e pontes, e ainda para a arquitectura, sublinhando-se sempre os aspectos decorativos da vivência romana especialmente o mosaico romano. A civilização romana vocacionou -se para a arquitectura e espacialidade, aliando, segundo Vitrúvio, – engenheiro militar e arquitecto romano dos finais do século I a. C. – a solidez e a utilidade como fundamentos da beleza.
PROGRAMA
Partida frente à nossa agência do Porto às 06h00 em direção a Lisboa (possibilidade de embarque de passageiros em algumas saídas ou área de serviço da autoestrada A1). Chegada prevista a Lisboa pelas 10h00 (local de embarque – Gare do Oriente / Plataforma nº 48). Continuação em direção à ponte romana de Vila Formosa (séculos I-II), sobre a ribeira de Seda, exemplo notável da engenharia romana. Prosseguimento para Alter do Chão, a romana Abelterium, para visita à estação arqueológica de Ferragial d’El Rei, conhecida como “Casa da Medusa”, devido ao mosaico que representa esta figura mitológica. Visita à casa romana, datada do século III e remodelada no início do século IV, onde se observam também mosaicos de motivos geométricos. Almoço. Continuação para Mérida. Início do passeio, a pé, pelo centro histórico, com destaque para a ponte romana sobre o rio Guadiana, estabelecendo comparação com a de Vila Formosa. Observação ainda da escultura da Loba Capitolina amamentando Rómulo e Remo, réplica do original conservado nos Museus Capitolinos, em Roma, símbolo das origens míticas da cidade e da herança romana de Mérida. Jantar. Alojamento no Hotel Ilunion Mérida Palace 5* ou similar.
Ponte romana de Vila Formosa
Dia dedicado à Mérida romana. Início da visita pelo Conjunto Monumental, com destaque para o Teatro e o Anfiteatro (século I a.C.), dois dos mais notáveis testemunhos da arquitetura romana na cidade. A visita permitirá compreender a estrutura e a funcionalidade destes espaços no contexto da vida publica romana. Continuação para a Casa del Mitreo (séculos I-II), onde se observa a organização de uma casa romana e o chamado mosaico Cosmológico. Nas proximidades, visita à área funerária dos Columbários, onde se encontram dois mausoléus de incineração do século I, representativos das práticas funerárias romanas. Visita ainda ao templo romano de Diana. Almoço. Continuação das visitas ao Museu Nacional de Arte Romano, inaugurado em 1986, cujo edifício evoca técnicas construtivas romanas, como o uso do tijolo e do arco de volta perfeita. O acervo reúne numerosos objetos provenientes das escavações em Mérida, permitindo compreender a história e a vida romanas através de esculturas, mosaicos e pinturas. Jantar. Alojamento.
Teatro Romano de Mérida e Mosaico romano na Casa del Mitreo, Mérida (créditos: Shutterstock Inc.)
Partida para a Villa romana de Pisões. Visita a esta Villa, com uma ocupação entre os séculos I e IV, onde é possível reconhecer a estrutura habitacional e observar os seus pavimentos em mosaico. Os banhos ou termas privadas desta Villa estão bem preservados, podendo reconhecer-se excecionalmente bem a estrutura subterrânea de aquecimento dos espaços de banhos quentes, designada hypocaustum ou seja, “o calor que vem de baixo”. Continuação para Mértola para almoço. Início das visitas, a pé, pela vila de Mértola, percorrendo as suas ruas acompanhadas pelo rio Guadiana e visitando a Torre do Rio, situada na margem direita do rio e possivelmente construída entre os séculos III e V, podendo ter integrado uma antiga ponte. Continuação para o Núcleo Museológico da Casa Romana, onde se observam vestígios de uma estrutura habitacional datada entre os séculos I e IV, bem como peças de escultura, cerâmica, vidro e metal encontradas na região. Jantar. Alojamento no Hotel Museu Mértola 3* ou similar.
Villa romana de Pisões
Mértola
Visita ao Castelo de Mértola, datado do final do século XIII, de onde se obtém uma ampla vista sobre a vila e se compreende a implantação estratégica da antiga cidade de Myrtilis. Visita ao complexo dos baptistérios, de planta octogonal, possivelmente datados entre os séculos IV e VII, testemunhando a difusão do cristianismo primitivo durante a Antiguidade Tardia. Visita ainda à Igreja Matriz de Mértola, a antiga mesquita, espaço que ilustra a continuidade do culto ao longo dos séculos, desde o período romano e paleocristão até à fase islâmica e cristã. Continuação para Évora para almoço. Início da visita pelo templo romano, popularmente conhecido como Templo de Diana (século I), estabelecendo comparação com o templo já visitado em Mérida para compreender as suas características arquitetónicas e importância no mundo romano. Continuação para o núcleo romano do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, com destaque para peças de escultura provenientes da antiga cidade romana de Ebora e da região envolvente. Em horário a combinar, regresso ao Porto com paragem em Lisboa e outros eventuais locais de desembarque ao longo da A1. Fim da viagem.
Templo de Diana, Évora
PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO: 1.295€
SUPLEMENTO Quarto individual: 160€
SINAL: 390€
O PREÇO INCLUI:
• Circuito em autocarro de turismo;
• Alojamento e pequeno-almoço nos hotéis mencionados ou similares;
• Pensão completa, desde o almoço do 1º dia ao almoço do último (4 almoços e 3 jantares);
• Água e vinho às refeições (1 garrafa cada 4 pessoas);
• Acompanhamento pela nosso Especialista durante todo o circuito – Filomena Limão, desde e até Lisboa;
• Entrada no Teatro, Anfiteatro, Casa del Mitreo, Columbários e Museu Nacional de Arte Romano em Mérida; Núcleo Museológico da Casa Romana, Castelo de Mértola e Igreja Matriz de Mértola em Mértola e Núcleo Romano do Museu Nacional Frei Manuel em Évora.
• Taxas hoteleiras, serviços e IVA.
• Seguro Multiviagens ESSENCIAL
O valor das taxas de aeroporto, segurança e combustível acima indicado refere-se à data de elaboração deste programa. Este valor está sujeito a alteração até 20 dias antes da data de partida.
O PREÇO EXCLUI:
• Opcionais, extras de carácter particular e tudo o que não estiver mencionado como incluído.
• Condições específicas de cancelamento por parte do viajante: Consulte aqui
• Condições gerais Pinto Lopes Viagens: Consulte aqui
• Informação relativa aos nossos Seguros de Viagem: Consulte aqui
• Programa elaborado 12 de março de 2026
*Chamada para a rede fixa nacional