Ponte dos Suspiros (Ponte dei Sospiri), Veneza, Itália

Ao contrário do que se possa à partida pensar, a famosa Ponte dos Suspiros de Veneza não deve o seu nome a amores não correspondidos ou proibidos. A história mais contada, embora seja fruto da literatura romântica, é tudo menos isso.

Construída no início do século XVII, entre 1600 e 1602, a ponte servia de ligação entre o Palácio dos Doges, com salas de interrogatório e as chamadas velhas prisões, e as novas prisões, ou Prigioni. E, ao serem levados para as respectivas celas (ou, então, para o local da sua execução), os reclusos soltavam um suspiro ao olhar uma última vez para a paisagem de Veneza e o mundo exterior, através das minúsculas janelas da ponte.

Esta é uma teoria sobre o baptismo da ponte, mas não é a única. Para alguns, os suspiros vêm de outro lado: de casais apaixonados ou de eternos românticos, em ambos os casos comovidos com o poder que é tradicionalmente associado àquela ponte. É que, segundo a lenda, se dois namorados se beijarem no exacto momento em que a atravessam de gôndola, na altura do pôr-do-sol, o seu amor durará para sempre.

Esta versão não é, porém, corroborada pelas muitas esculturas que é possível observar ao passar debaixo da Ponte dos Suspiros. A grande maioria das caras, tristes ou zangadas, parece confirmar a primeira teoria ao espelhar a revolta dos prisioneiros.

A Ponte dos Suspiros foi projectada pelo arquitecto Antonio Contino e é um exemplo do estilo renascentista tipicamente italiano. É de tal forma admirada em todo o mundo que outras pontes, em sítios tão distantes como Oxford, Cambridge, Frankfurt e até mesmo Pittsburgh, nos Estados Unidos, lhe copiaram o nome.

Sabia que…

… foi na Prigioni que Giacomo Casanova – escritor, lendário aventureiro e grande sedutor italiano – foi feito prisioneiro em 1755, protagonizando depois uma rocambolesca fuga para Paris?

PODERÁ TAMBÉM GOSTAR DE...

A nova (e soberba) Catedral das Forças Armadas nos arredores da capital russa

Turquemenistão: um mundo à parte, com estátuas megalómanas… de cães!

Metropolitano de Moscovo: mais de 300 quilómetros de pura beleza

Minas de sal de Wieliczka, Polónia