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Viagens com Especialistas
VIAGEM EM GRUPO
2 refeições«A Espanha tem tido sempre a honra de dar ao mundo os mais altos e os mais violentos contrastes. Esses contrastes são incarnados no século XX nas duas pessoas de Pablo Picasso e deste vosso humilde servidor». Este “humilde” servidor não é outro senão Salvador Dali, que em maio de 1957 escrevia estas palavras. De facto, Pablo Picasso e Salvador Dali constituem as duas polaridades opostas do génio artístico Espanhol. Sem dúvida que a distinção de carácter, de estilo, de escola, de filiação política, de ideais artísticos e filosóficos [mais Dali], de virilidade [mais Picasso] e das respetivas reminiscências da infância, separam mais do que aproximam. Tudo diverge na relação prioritária que estabelecem com o mundo. Picasso classificará os seus dotes ingénitos para o desenho como prodigiosos: «nunca fiz desenhos de criança» ou ainda «aos doze anos, já desenhava como Rafael». Já Dali por seu lado não deixará de manifestar uma visão crítica face a esta pretensa genialidade infantil: «As crianças nunca me interessaram especialmente, mas o que me interessa ainda menos são os seus quadros. O menino-pintor sabe que o que pintou é mau…». Picasso sempre representou para Dali uma sombra ambígua e complexa – uma relação que se crê de mútua atração e repulsa. Aquando da sua primeira visita a Paris, em 1926, Dali visitará Versailles, o Museu Grévin… e Picasso, que o impressionará mais do que o Museu do Louvre. Para o jovem Dali, na época com vinte e dois anos, Picasso, com quarenta e cinco, constituía uma figura tutelar, autoritária e vagamente paternalista: «Picasso é o homem em quem pensei mais vezes, depois do meu pai. São ambos, mais ou menos, os Guilherme Tell da minha vida. É contra a sua autoridade que, desde a minha mais tenra adolescência, me tenho, sem hesitação, heroicamente revoltado». Que autoridade e ascendente seria esse que Picasso exerceria sobre Dali e toda a sua geração? Em 1957, quando Salvador escreve estas palavras, Picasso era um gigante, que aos setenta e seis anos carregava sobre os ombros o peso de ter transformado definitivamente o paradigma da pintura ocidental. Podemos claramente falar em dois períodos distintos – antes de Picasso e depois de Picasso. Pintor celebrado e dignificado, Picasso representava para os jovens artistas das primeiras décadas do século XX um objetivo aparentemente inalcançável – uma meta a atingir e a superar geracionalmente. Não obstante a dimensão lendária que havia alcançado, Picasso seria sempre um artista solidário para com os seus compatriotas e companheiros de profissão. Com efeito, será Picasso a chamar a atenção a Paul Rosenberg e a Pierre Loeb para umas telas que um jovem e promissor pintor havia exposto em 1926 na mítica Sala Dalmau de Barcelona, galeria de arte fundada em 1906 por Josep Dalmau, e onde, de resto, Picasso também havia exposto em 1912. Esse jovem e promissor artista era Salvador Dali… Apesar deste início auspicioso, a sua relação será definitivamente marcada por duas divergências insanáveis: o ciúme desmedido que Dali irá nutrir por Picasso ao considerar intolerável a atribuição do título «maior pintor espanhol» a outro artista que não a ele; e a guerra civil espanhola que oporá o “Republicano” Picasso ao surreal, mas irrefletido “Franquista” Dali. Será, no entanto, o espaço físico Catalão o grande responsável pela reunificação histórica destes dois génios da arte do século XX. Nesta demanda reconciliadora, visitaremos a Costa Brava, espaço comum de memórias, de criação e de romance: para Dali, Figueres, Cadaqués e Port Lligat, recreadas e invocadas permanentemente na sua obra pictórica e literária; para Picasso, Cadaqués, local onde aportará pela primeira vez em 1910 na companhia do seu bom amigo e companheiro de aventuras em Paris, Ramon Pichot. Barcelona representa também um espaço comum de cumplicidades, formação, crescimento e sobretudo, de afirmação. A Barcelona de Gaudi, aquando do nascimento de Picasso, em 1881, representava já um espaço de superação e de vanguarda. A Sagrada Família, ícone incontestável de um certo inconformismo catalão, começaria precisamente a ser projetada no ano seguinte. No entanto, serão os seus velhos cafés, onde as novas gerações forjavam o futuro da arte, a acolher e a deslumbrar o jovem Picasso, introduzindo-o num mundo de permanente descoberta e inovação. Nesta viagem pelas suas vivências, passaremos em revista alguns dos recantos da sua presença na Ciudad Condal, do incontornável e mítico Els Quatre Gats; a uma célebre rua de má fama, celebrizada para todo o sempre por uma obra de vanguarda – a Calle de Aviniyo…
PROGRAMA
Comparência no aeroporto escolhido para embarque em voo regular com destino a Barcelona, via Lisboa, onde, após a habitual assistência nas formalidades de desembarque, seguiremos viagem até Figueres. Palco dos principais pontos da vivência de Salvador Dali, desde a casa onde nasceu, à igreja onde foi batizado e a escola onde iniciou a sua formação. Almoço livre no centro de Figueres. Visita à Casa Natal Salvador Dali, localizada no centro de Figueres. Palco onde Dali forjou algumas das suas memórias e experiências mais remotas, esta visita torna-se essencial para a compreensão do início do seu percurso intelectual e artístico. De seguida, rumaremos em direcção ao célebre Teatro-Museu Dali. Fundado em 1974 sobre as ruínas do antigo teatro municipal de Figueres, este espaço reflete claramente as principais obsessões e inspirações que nortearam toda a sua obra. Oportunidade única para desfrutar de um amplo e magnífico acervo produzido entre os anos 1904 e 1989. Jantar. Alojamento no Hotel Pirineos 4* ou similar.
Breve viagem até Port Lligat. Aqui visitaremos a célebre Casa-Museu Salvador Dali, local onde viveu e trabalhou ininterruptamente entre 1930 e 1982. Após este mergulho no quotidiano do artista, partiremos para outro espaço pertencente à sua mitologia pessoal – o Cap de Creus. Construído em 1853, o farol do Cap de Creus localiza-se no ponto mais oriental da Península, constituindo deste modo o oposto geográfico ao nosso Cabo da Roca. O farol alberga também a sede do Espacio Cabo de Creus, centro de interpretação e informação do Parque Natural del Cap de Creus. No regresso, efectuaremos uma breve paragem em Cadaqués. De todas as povoações da costa brava, Cadaqués afirma-se pela sua singularidade e notoriedade. A ela aportaram ao longo dos anos inúmeras figuras incontornáveis do mundo da arte: Picasso, Juan Miró, René Magritte, Walt Disney, Federico Garcia Lorca, André Breton, Paul Eluard, André Derain, Marcel Duchamp, John Cage, Man Ray etc., de onde se destaca claramente a presença de Dali. Demandaremos no centro histórico, pelos traços visíveis destes visitantes notáveis. Regresso a Figueres. Jantar livre. Alojamento.
Partida de manhã em direção a Púbol. Criado especificamente como oferta a Gala, sua musa e mulher, este antigo castelo do século XI, foi a última residência e espaço de trabalho de Dali. Após a morte da sua musa em 1982, Dali refugiar-se-ia neste singular espaço – simultaneamente casa, atelier e mausoléu. Verdadeiro templo de culto à sua eterna Gala, o castelo oferece o cenário ideal para contextualizar os últimos anos de vida do mestre Catalão. Breve viagem até Girona, capital da província homónima. Chamada de «Cidade dos Quatro Rios», Girona possui um extraordinário casco medieval, cuja singularidade serviu recentemente de cenário à série Guerra dos Tronos. Após o almoço livre, visitaremos esta extraordinária cidade, com especial destaque para a Catedral de Santa Maria de Gerona, edificada a partir do século XI. Partida em direção a Barcelona. Alojamento no Motel One Barcelona-Ciutadella 3* ou similar.
Iniciaremos a jornada em Barcelona com uma visita matinal ao Museu Picasso. Inaugurado em 1963, este museu alberga mais de 4.000 obras do genial artista, cujo vínculo à cidade é inegável. Coleção exaustiva, ilustra quase na totalidade toda a obra Picassiana até ao advento do famoso período Azul. Especial destaque para as obras Ciência e Caridade, pintada por Picasso aos dezasseis anos, A Espera (Margot) e ainda para a série Las Meninas pintada em 1957, homenagem de Picasso a outro grande vulto da arte Espanhola – Diego Velázquez. Após o almoço, resto da tarde livre. Alojamento.
Dia inteiramente dedicado à cidade e a Antoni Gaudi, expoente máximo do «modernismo catalão». Visita matinal à célebre Casa Mila, também conhecida por La Pedrera. A obra de Gaudi sempre constituiu para o jovem Salvador Dali, uma fonte inesgotável de espanto e admiração. O evidente delírio estético e a independência criativa de Gaudi, constituirão um marco estrutural na obra do jovem artista. A Casa Mila, dotada de formas inteiramente orgânicas, foi construída entre 1905 e 1907, precisamente um ano após o nascimento de Dali. Possui ainda hoje o raro sortilégio de, mais de um século depois da sua edificação, continuar a surpreender e a fascinar os seus visitantes. Destaque para a dimensão inteiramente onírica e quase surreal da cobertura. De tarde, visita à imperdível Fundació Joan Miró. Instituição criada pessoalmente por Joan Miró, afirma-se enquanto espaço de debate e exposição da vanguarda artística do século XX. Jantar em restaurante local. Alojamento.
Visita matinal ao incontornável Templo Expiatório da Sagrada Família, ícone da arquitetura modernista catalã. Iniciado em 1882, precisamente um ano após o nascimento de Picasso, espera-se a sua conclusão apenas em 2026, ano em que se celebrará o centenário da morte de Antoni Gaudi. Este grande templo, único no seu género, marca a afirmação de um criador simbolista, místico e de uma singularidade irrepetível. Tarde livre para visitas de caráter pessoal. Em horário a definir, transfer ao aeroporto para embarque em voo com destino ao Porto, via Lisboa. Fim da viagem.
PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO:
• Partida do Porto: 1.900€
• Partida de Lisboa: 1.870€
SUPLEMENTO Quarto individual: 325€
SINAL: 570€
O PREÇO INCLUI:
• Assistência nas formalidades de embarque;
• Passagem aérea em classe económica Porto ou Lisboa / Barcelona / Porto ou Lisboa, em voo regular TAP, com direito a uma peça de bagagem até 23 kg e respetivas taxas de aeroporto, segurança e combustível (Porto – 80€ // Lisboa – 50€);
Porto – Lisboa (duração aproximada 01h00)
Lisboa – Barcelona (duração aproximada 01h55)
Barcelona – Lisboa (duração aproximada 02h00)
Lisboa – Porto (duração aproximada 00h55),
• Circuito em autocarro de turismo;
• Alojamento e pequeno-almoço nos hotéis mencionados ou similares;
• Refeições mencionadas no programa (2 jantares);
• Acompanhamento por nosso Especialista durante todo o circuito, desde e até Barcelona – Vasco Medeiros;
• Guia local falando Espanhol ou Português para visita à cidade Barcelona;
• Entrada na Casa Natal Salvador Dali e Teatro-Museu Dali em Figueres, Casa-Museu Salvador Dali em Port Lligat, Castelo Gala Dalí de Púbol, Catedral de Santa Maria em Girona, Museu Picasso, Casa Milà (La Pedrera), Fundació Joan Miró e Sagrada Família em Barcelona;
• Taxas hoteleiras, serviços e IVA;
• Seguro Multiviagens ESSENCIAL.
O valor das taxas de aeroporto, segurança e combustível acima indicado refere-se à data de elaboração deste programa. Este valor está sujeito a alteração até 20 dias antes da data de partida.
O PREÇO EXCLUI:
• Bebidas às refeições;
• Opcionais, extras de caráter particular e tudo o que não estiver mencionado como incluído.
• Condições específicas de cancelamento por parte do viajante: Consulte aqui
• Condições gerais Pinto Lopes Viagens: Consulte aqui
• Informação relativa aos nossos Seguros de Viagem: Consulte aqui
• Programa elaborado a 23 de janeiro de 2026.
*Chamada para a rede fixa nacional